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quinta-feira, 31 de março de 2011


Trotzdem habe, ich dich noch liebe.

domingo, 27 de março de 2011

Du warst der beste von mir




“Into the blue memory ...”

Sobre a colina de neve, você sonha
Um sonho lindo, um amor eterno. E a criança desperta
Um Amor puro e inocente que os deuses abençoam
Como o amor de Eros e Psique
Sua face nunca pude enxergar, mas eu sempre estive lá
Para segurá-lo toda vez que você caía e me feria
Na Guerra, na Paz, na Eternidade
Eu sou parte de você assim como você é a minha.

O primeiro beijo de amor arde na face
E a luxúria chama por um amor impossível
Estou presa na sua fantasia
Seu amor é a coisa mais linda que ganhei de alguém
Você sempre será o meu melhor
Sonhe. Eu estarei cuidando de você de dentro deles
Pois fui feita pra habitar seus sonhos e neles morrer

sábado, 19 de março de 2011

You're all I need


Você é tudo o que eu preciso ter
De uma forma tão sútil você me apareceu e foi dominando tudo que há em mim.
Eu não sei onde estaria agora, se não fosse você
Meu amado
Você me resgatou de um inferno que jamais consegueria me livrar sozinha.
Você é tudo o que eu preciso ter
Agora, amanhã e sempre
Eu enfrentaria o mundo ao teu lado, bravo Guerreiro
O meu amor está forte e já não pode mais esperar
Eu quero lutar!
Você é tudo o que eu preciso ter
O Sonho não pode mais se interromper
Você domina tudo que há em mim
E se quiser vir comigo
Estarei à sua espera.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ende

Toda Fortaleza enfraquece
Toda Ponte quando antiga perde seus alicerces mais fortes e cai
Toda Rainha morre
Toda Deusa é mito
Toda Guerreira é vencível
Todo Imortal vive eternamente infeliz
Toda Besta cansa de ser má
Toda Bela cansa de ser amável
[...]
Vocês não precisam mais disso
Se amem
Se odeiem
Devorem uns aos outros
Vocês não precisam de mim

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011



“Outwardly, I was everything a well-brought up girl should be.
Inside, I was screaming.”

O fato de eu estar sempre sorrindo não quer dizer nada. Eis uma das minhas maiores virtudes: nunca transparecer. Confesso que é, demasiadamente, cansativo guardar tudo comigo. Isso não é ruim de tudo, na verdade tem algumas vantagens que me fazem gostar. Mas as desvantagens são avassaladoras.

Ora, entenda bem, isso não é um lamento. Eu gosto de ser assim. Prefiro me ferir toda vez que abro um belo e falso sorriso do que ter que me expor. E muitas vezes ter que extravasar sentimentos que são meus e que não tenho encargo de dividir com ninguém.
 Hora ou outra é um pouco sufocante, mas nada que eu não suporte.

Acho dispensável ter alguém pra me ouvir e esse direito me é indispensável.

O fato de estar sempre cercada de pessoas e nunca ouvir de nenhuma delas palavras que realmente importam traz certo comodismo seguido de um vazio brutal. E uma vontade insuportável de gritar tudo que carrego aqui dentro. Mas, o medo de me expor ainda se sobrepõe a qualquer desejo.

Convenhamos que enfrentar nossos medos e a nós mesmos são tarefas árduas. E a maioria das pessoas foge de seus medos e do ‘confrontar-se’.

Meus medos assemelham-se aos meus defeitos e qualidades, estão entranhados. E quando a minha boca se cala, meus olhos inquietos falam por ela, revelando tudo o que sou e às vezes o que sinto. Mas tenho sorte de ainda não ter encontrado alguém com sensibilidade suficiente pra perceber isso. Na realidade ninguém tem essa obrigação e eu até prefiro assim.

Prefiro que continuem contemplando a minha dor pelo intenso brilho dos meus olhos e pela beleza estonteante que carrego no sorriso. Mesmo sem sentir, mesmo sem notar, apenas contemplem.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Long Lost Love




A estrela que te ofereci apagou
E com ela, o amor se perdeu na escuridão da noite
O céu não tem mais o brilho dela
O brilho mais radiante dentre todos

A Rosa que você me ofereceu murchou
Regada com lágrimas de promessas falsas
E o vermelho vivo perde o tom
Juntamente, com a canção que era nossa

Agora um silêncio insiste em nos guiar
Pelos caminhos que planejamos seguir
Sem imaginar o que será de nós
Já que a escolha está feita

E o coração ferido compartilha com a noite
A triste ausência do brilho da estrela
A beleza da rosa despedaçada
O grande amor que se perdeu.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Lisbon Revisited (l923)

NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!


Álvaro de Campos